domingo, 26 de dezembro de 2010

Pedras

Onde estaria toda a emoção dos momentos, se os desafios não nos pregassem peças no caminho? Como aprenderíamos a saltar pedras, se estas nao estivessem lá? Falsos murmúrios dos senhores da exatidão,  sao esses os de pequenos passos, designados a acomodação de suas vidas. Consequentemente de sua alma.
 Dispor-se a encarar os jogos, tribulações e pedras que a vida nos traz, e apegar-se a realidade, porque a realidade é a vida. O caminho você escolhe,  basta fazer de cada pedra, uma lição diferente.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Menina dos olhos

Menina dos olhos de luz, carregando o singelo soneto que fiz, pra lembrar que meu amor é mais que imenso. Teu gosto, teu rosto, tua melodia e fatos do coração. Levando a vida em seus braços, esses tao frágeis contadores de estrelas. Acreditamos no tempo das igualdades, na vida eterna e contos de amor. Todas as palavras guardadas em pequenos olhos brilhantes. E o medo se põe em meio ao vão, sem hora pra voltar, ou não. Perdi o medo do exagero, das melodias, e austeridades. Quero apenas perscrutar esses vazio, amada menina dos olhos de luz...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Hora de partir


Trancafiamos as ações mal feitas, em busca da constante honra de levar amor aos olhos do mundo. Inoportunas as horas, retidas no tempo em que suspirávamos flores. Irradia o vento para o lado inverso ao qual se esperava. Mas sobra um resto de folhas da velha figueira, ao lado daquela casa deixada aos ratos. Milhares de fotos despedaçadas ao meio, contendo nelas  o amor que contruímos ao longo do tempo. Sua lamúria ja secou a tempos, como um mar de arrogância que a terra cobriu. De alma incostante, se contradiz, tampouco espera a hora do fim.



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Besourinha

Me diga o que sente menina. Quando seus olhos brilham no reflexo do sol, e suas faces  ficam avermelhadas como duas pequenas maçãs. Me conte sobre seu medo de encarar a verdade, e estar só. Pelo menos por um instante saiba, eu estarei aqui até o fim dos tempos, e quando você chamar meu nome eu irei esperar por mais um dia de sol, e eu estarei lá, assim como a lua que te aprecia todos os dias como você a aprecia. Foi longa a caminhada até aqui, agora menina, nao feche os olhos, mais do que nunca mantenha-os abertos para que toda essa aflição vá embora, e que o medo se esvaia, junto a essa dor no meu peito de vê-la tão louca agora. Sustente esse brilho, antes que se parta ao meio, em meio as nossas ações, tão ríspidas e desnecessárias. Agora procure fechar os olhos, como se fosse a última vez que irá me olhar  nos teus lindos olhos. Preocure abri-los na minha partida, quando o sol vai embora, e volta a lua a te apreciar.

RENDIÇÃO

Nós vimos passar os filmes de nossas vidas por um fio, jogamos a história fora como se joga na sorte; salvando a nós mesmos das perdições. Vimos homens de preto indo embora enquanto as bandeiras brancas se entendiam. Levem meus pêsames as dores, que estas se enconderam a algum tempo pra me salvar, como voce me salvou.  Prefiro andar sozinho a andar desacompanhado, existe muita diferença pra mim. Minhas ações sao fruto do meu passado, e o desejo de continuar vivendo mais um dia. Fizemos nossas próprias casas dentro da gente. Algumas são tao ocas como em seu coração, em busca de algum lugar pra se esquentar, e sair desse tormendo congelado.  Entregue a sua luta para os homens bons, que saberão vencer.

Ébrio, rua 16.


'Ele caminha vagamente durante o uivo que o vento faz. Assopra a fumaça que o frio lhe causa, na respiração mais frágil possível para um contador de histórias. Ele se esqueceu agora das músicas que escrevia, e sua velha guitarra fora feita enfeite da sua pequena lixeira cor de cobre. Agora não há mais notas nem madrugadas mal dormidas por falta de sentimentos, e nem as mulheres que ele tinha antigamente o queriam mais. Não como aquele podre moribundo abandonado, que canta bêbado pelas ruas em dias de frio. Seria mesmo um homem agora, ou talvez um esvaiador de tempo? Por que o que ele mais queria era isso, sem que tivesse os dedos pra tocar mais uma vez a sua música para a pessoa desmerecida, ou aquele rosto envelhecido do qual não se orgulha mais. Queria agora que um homem encapuzado aparecesse, e o trucidasse pela jugula, em seguida lhe ferisse o peito ate morrer vendo o seu sangue congelar.  Mas ajeitando seu casaco  deixa cair a pequena folha da última música que escrevia, e esgueirando-se na ponta de uma escada na rua 16, canta sua última música, antes de voltar pra casa e se ausentar dessa solidão, embebendo-se num copo de Johnnie Walker.  Ele acorda agora assustado, e ao se olhar no espelho vê as cordas da sua velha guitarra o olhar, enquanto a toma por uma letra formidante, e canta a mesma música que seu sonho lhe dizia.'

Desatino


Lhes apresento os loucos, que fazem da poesia um ensurdecedor interrupto de almas. Forçam o riso das situações mais estranhas, colocando um ponto final no sofrimento. Mentem que a felicidade é opcional, e não alcançada por meio de atos. Não importa a discussão dos homens no aspecto viver, se a vivência é quem dirá a resposta a eles. Martelando em pedras futuras, não se encontra nem restos de destroços humanos. Não os verdadeiramente humanos. Queria eu poder nao persistir nisso, mas sim, cuido mesmo dos outros problemas, pois querendo ou não são problemas meus também, que vivo dentro do mesmo conto, talvez não na mesmo página, mais no mesmo pavoroso livro que aqui se encontra.

domingo, 21 de novembro de 2010